Desmedicalização da Infância e Adolescência

Dias 08, 15, 22 e 29/MAR/2018 das 14h às 16h

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Segundo a Interfarma, a indústria farmacêutica é a que mais cresce no Brasil, chegando a 13% ao ano. Associada aos novos diagnósticos produzidos através do DSM – Manual Estatístico dos Transtornos Mentais – tal mudança vem transformando as práticas em saúde mental de dois modos: primeiro, com a sistematização dos diagnósticos, e segundo, com a facilitação do acesso ao diagnóstico psiquiátrico e, por conseguinte, aos medicamentos psicotrópicos. Tal fenômeno chama-se medicalização.A vida cotidiana, na esteira deste processo, passa a demandar atenção e tratamento em saúde mental, e com facilidade familiares, crianças e adolescentes são pegos nas tramas medicalizantes; especialmente através de preocupações com os ditos ‘problemas escolares’, de comportamento ou de aprendizagem. Aqui os Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno Opositivo Desafiante (TOD) são populares, assim como os medicamentos Ritalina (Metilfenidato) e Tofranil (Imipramina).Nos últimos anos nota-se que o uso indevido e/ou abusivo de medicações psicotrópicas tem ocorrido com freqüência em crianças e adolescentes; seus efeitos são muito prejudiciais a saúde e poucos pudemos mensurá-los até o momento. Debater e problematizar a medicalização, assim como desenvolver estratégias desmedicalizantes é um tarefa para a saúde mental. Sensibilizar os estudantes, familiares e professores é tarefa das instituições de ensino do Brasil.

  1. Objetivo
    1. Objetivo Geral: Conhecer o panorama da medicalização no Brasil, sua atualidade, prática e efeitos, bem como pensar e debater novos modos de lidar com o uso indevido de diagnósticos e medicações.
    2. Objetivos Específicos: Debater Transtorno Mental, Normalidade e Subjetividade; Conhecer o acolhimento e demanda para saúde mental através de casos clínicos e Conhecer práticas de desmedicalização atuais.
    3. Professor: Pedro Almeida.
      Titulação: Mestre em Psicologia, subjetividade, política e exclusão social.
      Descrição de sua experiência acadêmica e profissional: Psicólogo formado pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP, 2014), participante do Fórum do Campo Lacaniano – Petrópolis (2011/2014).Psicólogo Clínico no Ambulatório de Saúde Mental – Petrópolis (2013/2016), Psicólogo Clínico no CAPS – Núbia Helena (Petrópolis 2016).Mestre em Psicologia na Universidade Federal Fluminense (UFF), na linha de pesquisa Subjetividade, Política e Exclusão Social (2015/2017); pesquisador participante no grupo Mídia e Psicologia (UCP 2014/2017), pesquisador participante no Grupo de pesquisa ‘participação e direitos humanos em saúde mental: efeitos da experiência de um grupo de gestão autônoma da medicação’ (UFF – 2017).Colaborador no Conselho Regional de Psicologia – Subsede Região Serrana; Conselheiro Municipal de Petrópolis na Comissão de Saúde Mental do Conselho de Saúde (COMSAUDE) e coordenador da Comissão de Saúde Mental deste Conselho.
  2. Conteúdo
    1. Esta proposta é desenvolvida a partir da dissertação de mestrado defendida na UFF (psicologia, 2017), onde busquei desenvolver estratégias desmedicalizantes em um ambulatório de saúde mental do SUS em que trabalhei como clínico durante alguns anos (2013-2016).Meus aliados foram autores psicanalistas que tinham sua clínica voltada para infância e adolescência, como o Winnicott e a Mannoni; assim como o educador francês Fernand Deligny e o esquizoanalista Felix Guattari. Além de publicações nacionais como Pistas para um método cartográfico (Ed. Sulina, 2009).Toda prática clínica foi desenvolvida sobre uma crítica aos contemporâneos diagnósticos catalogados pela Associação de Psiquiatria Americana (o referido DSM), que além de ser adotada no Brasil devido sua tradução já alcançou 18 outras línguas diferentes.A abordagem do curso é, portanto, crítica e clínica: crítica aos processos contemporâneos, e clínica enquanto praticar de acolhimento de crianças e adolescentes na saúde mental.
  3. Público-Alvo
    1. Alunos de psicologia e profissionais da saúde mental.
  4. Carga Horária
    1. Carga horária 08 hrs. Quinta-feira das 14h às 16h.
  5. Investimento
    1. Investimento em R$ 100,00.